"Nasci em nove de novembro de 2005, no meio da manhã de uma quarta-feira. Quem escreve aqui por mim é a minha mãe, por enquanto, que achou legal eu contar o que eu estou sentindo, vendo, descobrindo, inclusive desde um pouco antes de eu estrear neste mundão"

6 de nov de 2010

Comigo foi assim...Mas 5 anos se passaram, Pedro cresceu e eu aprendi muita coisa boa!

Ser mãe  é o mesmo que crescer e amadurecer em escala geométrica. E esse desenvolvimento começou para mim a partir do momento em que o exame de gravidez deu positivo. Afinal, ali começava uma jornada em que eu, com 22 anos de idade, começava a gerar uma outra vida dentro de mim. Meu primeiro pensamento: por que aconteceu comigo? Afinal, estava começando minha vida profissional, ficando apenas, em plena época das baladas. Ou seja, não imaginava que uma gravidez ocorreria naquele momento de minha vida.
E quanto aos protagonistas da história? Eu, com 22 e o pai com 21, vivendo momentos de inúmeras dúvidas, afinal ser pai e mãe significa, entre outras coisas, educar, preparar aquele pequeno ser para uma vida, ou seja, uma tarefa muito séria. E isso assusta, pois éramos dois jovens , começando a vida. Acredito que ainda nem nos conhecíamos o suficiente como casal e naquele momento nos víamos no papel de pais. Tudo por causa de uns remedinhos que eu esqueci... E eu, na ingenuidade, não fiquei preocupada, afinal na semana seguinte tudo acabaria bem... Me enganei... Um dia nada, no outro também. E daí tudo começou...
Começaram a partir daí os questionamentos, as dúvidas, o medo e a insegurança. Como contar para as pessoas? Será que eu iria sofrer algum tipo de discriminação? Se bem que eu nunca me preocupei com o que as pessoas iriam falar. Mas percebia que eu chamava atenção em todos os lugares em que ia, ao consultório do meu médico (sim, também começavam os inúmeros exames, consultas). Confesso que não foi fácil me adaptar nos nove meses de gravidez, pois mesmo com o apoio dos amigos, havia sempre aqueles que faziam comentários. Mas em nenhum momento pensei em interromper a gravidez. Assumi meu papel de mãe e assim teria que ser
O sentimento de gerar uma vida é uma experiência única. Seu filho mexendo, os chutes, o coração batendo no ultra-som... Os nove meses são recheados de surpresas, umas boas, outras nem tanto. Um fato, que ficou muito marcado na minha memória foram os exames de ultra-som, pois sempre tinha a sensação de estar sempre abraçada por meu filho,talvez pela maneira que ele entrelaçava as mãozinhas na minha barriga.
 E, eis que no mês de novembro do ano de 2005, meu filho chegou... O nascimento foi muito emocionante. Ver a carinha de um ser que viveu dentro de você, é mágico. Confesso que os primeiros dias, chorei diversas vezes, vivendo a contradição de ter alguém tão dependente e ligado a mim e torná-lo um ser seguro e independente. O amor que sinto não consigo explicar, acredito que só quem é mãe pode entender... Agora, eram diferentes. Eu não estava mais sozinha, pois além de mim, tinha mais pessoa para cuidar... E é uma surpresa atrás da outra. Cuidar do filho, estudar enquanto amamenta, não dormir a noite nem de dia... Isso é ser mãe.
Nesses Cinco anos aprendi que a partir do momento em que seu filho nasce, nossa vida divide-se em dois. Pois, por muitas vezes esqueço de mim mesma e passo a viver para meu filho. Amadureci em todos os sentidos. E pretendo proporcionar o melhor para o futuro do meu filho e isso vai me fazer batalhar muito. Recebi muito amor de meus pais e é dessa forma que pretendo educar meu filho. E, olhando para trás, não faria nada diferente do que fiz. A vida me colocou meu filho no meu caminho para me transformar numa pessoa melhor de todas as maneiras. Hoje vivo para ele...
Hoje,não penso em ter outros filhos, já que não é fácil criar e educar uma criança. Mas, como conselho às mulheres que no momento se vêem no mesmo papel: não se deixe abater, siga seu instinto materno e saiba que cada sorriso de seu filho é uma grande e eterna recompensa, pois sempre me diziam que, quando meu filho nascesse, a vida nunca seria a mesma. Concordo plenamente, pois alegria que tenho hoje é imensa.

Pedro Lucas com 2 dias

          
Existem diferenças sim!Na idade,no tamanho,no jeito dele!Não no amor que sinto por esse meu pequeno,mas já notável em suas escolhas!


Pedro Lucas com quase 5 anos

Nenhum comentário:

Postar um comentário