"Nasci em nove de novembro de 2005, no meio da manhã de uma quarta-feira. Quem escreve aqui por mim é a minha mãe, por enquanto, que achou legal eu contar o que eu estou sentindo, vendo, descobrindo, inclusive desde um pouco antes de eu estrear neste mundão"

7 de ago de 2010

Tal Mãe, Tal Filha...

Escrever sobre ser  mãe foi para mim uma viagem interior.
Em alguns momentos vi a filha que fui e em outros a mãe que sou hoje.
Lembrei-me de que, quando era adolescente, dizia que jamais seria igual à minha mãe. Esta era a minha frase predileta e a de muitas adolescentes iguais a mim.
Tínhamos horror daquele jeito antigo que elas tinham de ser e continuávamos firmes em nossa convicção de que, quando nos tornássemos mães, seríamos totalmente diferentes das nossas.
De filhas passamos a ser mães e com a chegada do nosso primeiro filho, nossa primeira atitude foi a de recorrermos àquela senhora "quadrada", "antiga", "chantagista"e graças a Deus nossa MÃE.
E assim, fomos obrigadas a admitir que em muitas coisas elas estavam certas.
Dizem que ser mãe é doar-se sem esperar nada em troca, puro engano!
Nós, mães esperamos sim um retorno por tudo que fizemos pelos nossos filhos. Esperamos que eles nos amem também, que nos retornem os beijos e abraços que nunca cansamos de dar-lhes:que retornem nosso investimento,sendo independentes e responsáveis.
Acham que estou pedindo muito? Não, na verdade isto é pouco tendo em vista as cobranças que caem sobre nossas costas de mães.
E, aproveito a oportunidade para alertar os filhos de que nós mães, não somos de FERRO, nem INESGOTÁVEIS.
Também precisamos de atenção, de carinho, de amor,de colo, de um "bom dia"mais afetuoso, de um beijo inesperado.
Também precisamos abastecer nosso reservatório afetivo. Ter filhos é o ponto de reencontro com nossas mães, o recomeço, enfim a retomada do fio da meada que perdemos nos descaminhos de nossas vidas.
Ontem nossas mães se preocupavam conosco porque queríamos brincar nas ruas, hoje nos preocupamos com nossos filhos porque eles não desgrudam da tv,do computador.
Ontem nossas mães se preocupavam com nossa reputação de boas moças,hoje temos que aceitar que nossos filhos não namoram,"FICAM".
Ontem nossas mães se preocupavam com os cigarros, hoje tememos o envolvimento dos nossos filhos com a maconha, cocaína e o crack. Antigamente, baseadas num modelo rígido de educação, todas as mães seguiam a mesma cartilha.
Atualmente, ficamos atônitas por tantas mudanças, lidamos com situações novas a cada dia, sem termos um modelo a seguir e nem experiência nas quais possamos nos apoiar.
Realmente, ser mãe nunca foi fácil, mas parece que a cada dia que se passa, esta tarefa se torna cada vez mais difícil. Ao ver minha filho pequeno dizer que sou chata, aceito e deixo-a em sua ingenuidade acreditar nisso, pois só quando ela estiver com seu filho nos braços e o coração cheio de amor é que perceberá o quanto está enganado... Eu AGUARDO!!!

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